Rondônia

Nota de repúdio da Arjore no caso do Jornalista que sofreu atentado em Cujubim, RO

Pela segurança da família, ele deve deixar a cidade e se desfazer de site. Atentado pode ter ligação com crimes denunciados pela vítima.

Publicada em 10/01/22 às 11:15h - 386 visualizações

por Arjore


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Nota de repúdio da Arjore no caso do Jornalista que sofreu atentado em Cujubim, RO
 (Foto: Ediléia Santos Silva/Arquivo pessoal)

Temendo pela própria vida e da família, o jornalista Ivan Pereira Costa, de 52 anos, disse que não volta mais para Cujubim (RO), na região do Vale do Jamari, cidade onde morava. Também irá se desfazer do site de notícias de propriedade dele. Ele sofreu uma tentativa de homicídio na frente de casa, na última segunda-feira (4), quando foi baleado com dois tiros. Ivan acredita que o atentado pode ter relação com crimes denunciados no site. Associações ligadas ao setor de comunicação se pronunciaram sobre o caso.

Por telefone, ainda abalado com o ocorrido, o jornalista aceitou falar sobre o caso ao G1. Ele relembra que na noite do crime estava conversando com o vizinho, como de costume, na frente da casa dele. "O motociclista sacou a arma, apontou na minha direção e atirou. Eu saí correndo para me proteger, pulando cercas. Por sorte, os tiros acertaram superficialmente abaixo do meu umbigo e o braço", conta. Pelo ferimento no braço, o jornalista vai passar por uma cirurgia, mas o quadro de saúde dele é estável.

Passado o susto, ele afirmou que não vai voltar para Cujubim, onde morava há cerca de 11 anos. Ele teme novos atentados contra a vida dele e da família. Outra decisão anunciada pelo jornalista é se desfazer do site de notícias. "Meu pensamento é proteger minha família. As minhas filhas ficaram muito assustadas com o ocorrido e não há condições de voltarmos para lá, já que os criminosos continuam soltos. Vou deixar minha cidade por conta da violência fixada naquela localidade", disse.

O jornalista disse ainda que não tinha qualquer rixa pessoal com ninguém e que a única suspeita é de que o crime possa ter relação com fatos denunciados pelo site de notícias dele. "Me calaram. Não posso continuar na cidade e nem com o site, porque de maneira alguma vou colocar minha família em risco novamente. Infelizmente, essa é a realidade", finalizou.

Investigação
De acordo com o delegado regional Thiago Flores, a Delegacia Especializada na Repressão de Crimes contra a Vida de Ariquemes está investigando o caso e foi realizada uma reunião para traçar um plano de ação, com objetivo de apurar a real motivação do crime. "Estamos investigando se a tentativa de homicídio foi um ato de desentendimento pessoal, ou um atentado à liberdade de impressa, como sugere a vítima", informou o delegado.

Nota de repúdio da Arjore e Abert
Após o ocorrido, a Associação dos Jornais Eletrônicos de Rondônia (Arjore) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) divulgaram notas de repúdio pelo atentado ao jornalista. A Arjore classificou o episódio como "ato cruel e covarde" e protocolou dois pedidos oficiais na Polícia Civil e Militar, pedindo maior empenho nas investigações sobre o atentado.

Já a Abert, considerou o caso "inadmissível" e pediu às autoridades de Rondônia apuração rigorosa do ocorrido e a punição dos responsáveis.

G1 Ariquemes




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